terça-feira, 24 de junho de 2014
Prefeitura de Recife é pressionada a parar de remover cães das ruas nos preparativos para Copa
Depois de receber diversas reclamações sobre cães sendo removidos das ruas durante as preparações para a Copa do Mundo, e da falta de informação sobre o que será feito com esses animais, a Humane Society International (HSI) está pressionando a prefeitura de Recife para que esse plano seja interrompido e substituído por um programa humanitário de controle populacional de cães. As informações são da HSI.
A organização escreveu uma carta ao prefeito de Recife, Gerardo Julio, pedindo que a população de cães abandonados nas ruas seja controlada de forma humanitária e eficiente, por meio de programas de esterilização e vacinação.
Alexandra Rothlisberger, gerente sênior de animais de estimação da HSI na América Latina, disse: “A remoção desses cães não resolve a questão da superpolução e certamente não deveria ser considerada como forma de administrar esse problema nas cidades que serão sedes de jogos da Copa no Brasil. Programas de remoção ou ‘erradicação’ resultam em terríveis consequências para os animais.
Iniciativas de esterilização e vacinação são as únicas soluções efetivas a longo prazo”.
A HSI está apoiando iniciativas e campanhas de organizações locais no Brasil, incluindo programas de esterilização e vacinação gratuitos para pessoas que cuidam de cães abandonados, que muitas vezes são considerados cães comunitários no país. As outras organizações envolvidas nessa iniciativa são o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA), Movimento de Defesa Animal de Pernambuco e Brala.
Fonte: ANDA
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Bioquímico alerta para risco de doenças ao ingerir alimentos de origem animal.
O bioquímico Colin Campbell, que esteve nesta quarta-feira pela primeira vez em Portugal, admite que devia haver mais estudos para comprovar que uma alimentação “correta” pode prevenir e tratar doenças, incluindo o cancro, e que só não há devido a “fortes” interesses económicos. Para o investigador, leite, carne e ovos são para banir.
Colin Campbell é professor de Bioquímica Nutricional
na Universidade de Cornell, onde se doutorou em nutrição, bioquímica e
microbiologia DANIEL ROCHA
Quais foram as principais conclusões do Estudo da China?
O Estudo da China é o nome do livro, publicado em 2005, que é um resumo do meu trabalho nos últimos 45 anos. E um projecto que fizemos na China, em 130 aldeias. Estávamos interessados em ver por que é que o cancro era muito mais comum nuns sítios do que noutros. O Estudo da China em si não foi responsável pelas minhas conclusões. Houve todo um trabalho feito antes, em laboratório, durante cerca 30 anos. O Estudo da China foi uma oportunidade de confirmar se o que estávamos a ver no laboratório era o mesmo que nos humanos.
Depois dessas décadas de pesquisas o que defende é que se comermos mais alimentos de origem animal, como lacticínios e carne, temos mais probabilidade de ter doenças cardiovasculares, cancro, diabetes?
Há evidências científicas que nos dizem que, se comermos alimentos de origem animal, aumentamos o risco de ter essas doenças. As pessoas são mais saudáveis e vivem mais tempo se optarem por dietas com menos proteínas de origem animal e mais antioxidantes. Comer produtos de origem animal, como leite e carne, está relacionado com cancro, osteoporose, doenças cardiovasculares, diabetes. A maior parte das pessoas no Ocidente sabe que comer vegetais é bom e que comer carne não é tão bom. Mas o que não se apercebem é que este tipo de dieta é importante não só para prevenir essas doenças, como para tratá-las. O mesmo tipo de dieta que previne as doenças também as reverte.
Não estamos a falar de cancro?
De acordo com as minhas pesquisas, com mais proteínas de origem animal podemos ativar o cancro e, com proteínas de origem vegetal, desactivá-lo. Mas temos de fazer mais investigação para o demonstrar mais claramente.
Está a dizer que comer mais alimentos de origem animal como a carne, o leite e os ovos contribuem para o cancro e, pelo contrário, vegetais, por exemplo, o revertem?
Sim. Refiro-me não só a comida de origem animal, mas também processada. Bolos de pastelaria com muito açúcar são um problema. Numa dieta baseada em plantas, os alimentos de origem vegetal têm propriedades notáveis para tratar alguns problemas. Pode haver grandes mudanças em semanas na recuperação da saúde. Mas muitos médicos não têm formação suficiente em nutrição e, por outro lado, estamos num sistema em que há muito dinheiro a ser feito à custa da venda de alimentos de origem animal, de comida processada, e de suplementos vitamínicos. E há muito dinheiro em jogo para tratar estas doenças. Estas indústrias não gostam desta mensagem.
Foto: Divulgação
Sim. As pesquisas que fiz foram com financiamento público, o que é importante porque não somos influenciados pelas indústrias. Mas o dinheiro público é muito limitado, comparado, por exemplo, com o que existe para fazer medicamentos. Em 70% do dinheiro disponibilizado pelo Instituto Nacional de Saúde nos Estados Unidos para pesquisas, só 3 a 4% é para nutrição. A combinação de não haver suficiente formação nem pesquisas em nutrição é fatal.
Se o Estudo da China fosse feito hoje, as conclusões seriam as mesmas?
Hoje não seria possível fazer o mesmo tipo de estudo na China, porque, entre outros aspectos, quando o fizemos, em 1983 e 1984, as pessoas consumiam os produtos produzidos localmente. Isso está a mudar. Está a aumentar o consumo de produtos de origem animal, de comida processada, há mais cancro, mais doenças do coração.
Como vai ser a nossa alimentação no futuro?
Não sei o que vai acontecer, mas é muito importante informar o público, criar programas, em que as pessoas possam participar, aprender a cozinhar certos alimentos, a produzir, falar nas escolas, nas faculdades de medicina. O problema é que, pelo menos nos Estados Unidos, os esforços são no sentido de suprimir a informação. Porque os interesses económicos são fortes.
Três exemplos de alimentos que devemos definitivamente comer e três a evitar.
Não comer carne, ovos nem beber leite. Comer cereais integrais, legumes, ervilhas, feijão e comer muitos vegetais coloridos, como cenouras, por exemplo. Têm propriedades antioxidantes que tendem a prevenir o envelhecimento, o cancro, as doenças do coração. São muito importantes.
*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.
Fonte: Público Pt
Festival de carne de cachorro começa na China.
No dia 21
de junho, cerca de 10.000 cães serão comidos por pessoas em Yulin, uma
região autônoma em Guangxi Zhuang. Eles serão cozidos em um caldeirão quente
e devorados, enquanto um forte licor será bebido pelos habitantes locais,
que celebram a tradição. As informações são do Yahoo UK News.
De
qualquer modo, mais de 40 especialistas, incluindo advogados, ativistas dos
direitos animais e professores têm declarado que o festival não só
prejudica a imagem da China, como também é ilegal e deve ser
banido. De acordo com a agência de notícia chinesa Xinhua, o advogado Li
Weimin disse que a maioria da carne canina trazida e vendida no festival provém
do mercado negro.
Acredita-se
que a maioria dos cachorros seja de estimação ou retirada das ruas.
Os fornecedores então os compram por cerca de nove yuan e os vendem por
25. As pessoas que roubam os cães conseguem o maior rendimento de todos,
disse a agência.
Foto:
Divulgação
“Alguns
dos criminosos que os roubam violaram a lei ao usarem armas para causar
danos físicos aos moradores, a fim de que lhes entregassem os cães,” Li
declarou. O advogado de direitos animais An Ziang disse que não há
fazendas de cachorros ou matadouros legais por lá. Os especialistas afirmam
que negócios relacionados à carne canina são ilegais.
Equipes
médicas foram proibidas de atender no festival pelas autoridades de saúde de
três hospitais locais: “De acordo com a ordem oficial emitida pelas
autoridades competentes, grupos hospitalares estão proibidos de comer
carne canina em barracas, restaurantes ou hotéis nos distritos de Yudong e
Fumian,” foi reportado.
Conforme
o South Morning China Post, restaurantes locais receberam a ordem de
cobrirem a palavra “cachorro” em cardápios para evitar manifestantes: “Agências
de segurança alimentar disseram-nos para modificar nossos letreiros devido
à objeção de certos amantes de cachorros,” declararam alguns membros da
equipe.
Neste
ano, além de uma petição pública, muitas celebridades também trabalham como
ativistas contra o evento. A atriz Sun Li publicou fotos de seu filho com seu
cachorro abandonado adotado. Já a atriz e cantora Yang Mi publicou uma imagem
de um cachorro derramando uma lágrima vermelha. “Por favor, não nos coma. Nós
somos seus amigos” é a legenda da foto.
Fonte: ANDA
Obs.: Este
vídeo pode ser imprório para alguns usuários por conter cenas fortes, o Youtube
somente permiti o acesso fazendo o login de conta.
Veja
o vídeo
Click no link abaixo.
Leonardo DiCaprio doa 7 milhões de dólares para preservar vida marinha.
Leonardo DiCaprio fez a incrível doação de 7
milhões de dólares à organização Our Ocean Conference na noite da última
terça-feira (17), num evento em Washington, capital dos Estados Unidos. Durante
seu discurso, o ator falou que a quantia de quase 16 milhões de reais é mais
que importante para a manutenção do que nós imaginamos ser a vida no planeta.
Defensor do meio ambiente em várias conferências
pelo mundo, o ator contou ainda, durante seu discurso, que sonhava em ser
biólogo marinho quando criança e que a importância de cuidar da vida nos mares
é primordial para a vida humana.
“As últimas espécies marinhas estão a ser
destruídas porque não há aplicação adequada ou cooperação suficiente entre os
governos para protegê-las”, destacou ele.
O ator, que passou os primeiros jogos da Copa do
Mundo no Brasil, destacou ainda a importância de todos se atentarem aos
acontecimentos recentes:
“Não podemos nos dar ao luxo de ser espectadores
nesse cenário pré-apocalíptico!”.
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