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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Universidade proíbe alimentação de animais abandonados em campus


                                           Unicentro proíbe alimentação de animais no campus Cedeteg (Foto: Arthur Menicucci/G1)

A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, na região central do Paraná, proibiu a alimentação de animais abandonados nas dependências internas e externas do campus Cedeteg. De acordo com a universidade, o objetivo é evitar que cães, por exemplo, permaneçam no local e/ou ataquem pedestres e motociclistas. A proibição passou a valer no começo de novembro. No entanto, há professores, estudantes e agentes universitários que discordam da decisão.

Segundo a agente universitário Ivonete Silva Martins, é preciso, antes de proibir, abrir uma discussão com a participação da comunidade acadêmica. “É importante ouvir a sugestão de todos”, explica. Para ela, os animais são alimentados no local porque não têm para onde ir. “Antes de impedir que eles sejam alimentados, temos que arrumar um lar para cada um. Se não, os bichos vão ficar aqui, passando fome”, afirma.

O presidente do Conselho Administrativo do Campus Cedeteg, Juliano Tadeu Vilela de Resende, afirma que, por enquanto, a proibição continuará valendo no campus. “Em breve, será formada uma comissão com acadêmicos, agentes universitários, professores e membros do Conselho para que a gente tente entrar em um consenso”, explica. Conforme Resende, a comissão será montada até o dia 19 e, em seguida, as discussões devem ser realizadas.

Fonte: G1

Falsa protetora oferecia abrigo para animais em Belo Horizonte (MG)


                                                                                              (Foto: reprodução)

As redes sociais são o principal meio utilizado por protetores dos animais para ajudar cães e gatos abandonados e em situação de risco. Muitas destas pessoas, já com suas residências lotadas de animais, precisam pagar por lares temporários para abrigar bichos resgatados. Foi também pelo Facebook que uma pessoa mal intencionada passou a oferecer este serviço, recebendo por ele, mas mantendo os animais em situação precária, inclusive levando vários deles à morte, em quatro locais diferentes de Belo Horizonte e região metropolitana.

Segundo o protetor Franklin Oliveira, de 46 anos, há cerca de três meses uma mulher passou a divulgar entre os protetores espaço de hotelzinho e lar temporário para cães. “Com isso muitos resgatados foram levados para estes espaços, na casa dela, no Santa Amélia, duas casas alugadas no bairro Letícia, e um sítio em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte”, contou.

Nesta quarta-feira (12-11-14), após muito insistir e não receber notícias sobre uma cachorro levado para o sítio, uma voluntária que pagava pela hospedagem resolveu ir até o local. “O vizinho tinha a chave e abriu o imóvel. Foi aí que ela se deparou com a situação terrível. Só neste de Esmeraldas haviam 45 cães e só localizamos 23 deles vivos. Tinham filhotes com cinomose, pneumonia. Todos eles estavam famintos, sem qualquer alimentação, chegando até mesmo a comer outros animais mortos”, detalhou o protetor. Ossos de animais já enterrados também foram encontrados.

Diante da notícia, vários outros protetores se reuniram nesta quinta-feira (13-11-14) e foram até o local para resgatar os animais doentes. Isabela Freitas, de 42 anos, é protetora desde os 10 anos e foi uma das que ajudou no local. “Tinham animais agonizando, vários não resistiram e acabaram morrendo dentro do carro de voluntárias, a caminho de clínicas veterinária. Foi uma cena horrível de se presenciar e muitos de nós não conseguiram conter as lágrimas”, destacou a mulher, que tem há 15 anos um abrigo em Contagem, com mais de 80 animais.

Os cães resgatados foram levados para diversas clínicas da capital e outras cidades da região metropolitana. “Depois que eles estiverem em condição de sair da clínica iniciaremos um trabalho para encontrar pessoas que se preocupam de verdade com estas vidas para os abrigarem”, explicou Isabela.

A suspeita
Enquanto os protetores estavam no local fazendo o resgate, a mulher que ofereceu o serviço foi até lá para tentar evitar que eles fossem levados. “Queria evitar o resgate, mas assim que falamos que já havíamos feito um Boletim de Ocorrência denunciando os maus-tratos e que a Polícia Militar estava a caminho ela fugiu”, contou a protetora.

Nesta quinta eles fizeram o resgate somente no terreno de Esmeraldas e, nos próximos dias, pretendem verificar como estão os animais que estão na casa da mulher e nos outros dois locais alugados por ela para abrigá-los. “Hoje já estivemos na delegacia e vamos buscar todas as medidas necessárias contra essa pessoa. Não podemos aceitar pessoas que se passam por protetores para fazer uma crueldade dessas”, finalizou

                                                                                                (Foto: reprodução)

Fonte: O Tempo

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Nasce filhote da gorila Lou Lou no Zoo de BH


                            O filhote fica agarrado ao colo da mãe nos primeiros dias de vida






Nasceu na madrugada desta terça-feira (02-09-14), no Zoológico de Belo Horizonte, o filhote da gorila Lou Lou, 10 anos – o primeiro filhote da espécie nascido em cativeiro da América do Sul. De acordo com a Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte, mãe e filhote passam bem e precisam apenas de tranquilidade para repouso nos próximos dias. Ainda não é possível determinar o sexo, porque nos primeiros meses de vida o animal fica agarrado ao ventre da mãe, o que dificulta a identificação. O pai Leon, de 16 anos, está pertinho do filhote nessas primeiras horas.
A equipe do Zoo está trabalhando para que os animais fiquem confortáveis e sem estresse. Os visitantes podem contribuir para que todo processo transcorra o mais naturalmente possível, tendo paciência, deixando a área com menos barulho e seguindo as orientações dadas pela fundação.
De acordo com o presidente da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte, Jorge Espeschit, o nascimento do filhote e a gestação da outra gorila Imbi, de 14 anos, representa um feito importante do ponto de vista da conservação ambiental. Para Imbi, a previsão é de que o parto aconteça de 5 de setembro a 23 de outubro.

Segundo o diretor do Jardim Zoológico, Gladstone Corrêa, os animais continuarão tendo acesso a todas as áreas do recinto onde vivem, mas a tendência é que a fêmea se isole com seu filhote. Lou Lou deve buscar locais onde se sente mais segura prejudicando inclusive a visualização pelo público.

O pai do gorila brasileirinho, que nasceu nesta terça, é espanhol e a mãe inglesa. O Estado de Minas já havia adiantado ontem que a expectativa pelo nascimento crescia a cada dia, pois desde 31 de julho Lou Lou estava pronta para dar à luz. A gestação de uma gorila dura de 237 a 285 dias, uma média de 255 dias ou cerca de oito meses e meio. O parto acontece após a ruptura da bolsa amniótica e a própria fêmea costuma puxar o bebê. Ainda não foram revelados pela fundação os detalhes sobre o parto de Lou Lou.